O Planejamento Estratégico sinaliza um caminho para a sua empresa crescer e enfrentar adversidades



A principal e mais desejada escolha consiste em entrar e trilhar o ano de 2019 preferencialmente longe das intervenções indesejadas como economia e mercado mundial que reflete na nossa economia.

Além, claro, das dificuldades geradas internamente pela má administração governamental, longe da nossa vontade.

Para isso, o momento exige que façamos uma ‘lição de casa’ muito providencial: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2019. Arrume um tempo para planejar o seu sucesso!


A nossa intenção é a de ajudar você a entender como traçar objetivos e deixar clara a relação entre empresa e o ambiente externo e interno.

Reunimos informações sobre como organizar um planejamento estratégico, também vamos entender como controlar essa estratégia avaliando o desempenho de cada setor do negócio, para que tudo saia como planejado.

Para ter uma estratégia é preciso desenvolver um grupo de objetivos e metas. Para desenvolver isso, é necessário um planejamento que saiba o que o mercado precisa e o que a empresa quer transmitir.

Essa é uma atividade que pode ser desenvolvida por empresas de todos os portes e setores, devendo se adaptar ao modelo de cada uma. Ter uma estratégia sólida é importante para o futuro da empresa, pois servirá para:

• Criar vantagem competitiva com a concorrência;

• Distribuir os recursos de forma eficiente para atingir as metas e os objetivos;

• Lidar com as margens de erro ou incertezas;

• Tomar boas decisões pensando nas prioridades;

• Caminhar de encontro ao desenvolvimento da empresa;

• Melhorar os resultados da empresa;

Normalmente, a estratégia é formulada pelos principais executivos da organização, que irá definir responsabilidades, detalhar o sistema de organização das informações e decidir sobre a contração de consultoria.

Para melhor direcionar o processo de planejamento é importante determinar as atividades, etapas e prazos de processo.

Também é preciso fazer uma análise do ambiente externo, verificando quais são as condições sociais, culturais, demográficas, tecnológicas, econômicas e políticas. Por exemplo, não adianta você estipular que a sua pequena indústria passe a produzir uma peça que precisa de uma nova tecnologia sem prever futuros investimentos. Da mesma forma, não pode contrapor objetivos, como ampliar a área de atendimento e entrega e economizar com transporte.

Outro ponto é conhecer e estar atento às mudanças políticas e econômicas nacionais e internacionais. Uma divergência entre dois países que, muitas vezes, parece não ter relação alguma com o seu país, estado ou cidade, pode mudar preços, criar barreiras de importação e até suspender a produção de um determinado produto.

Quaisquer que sejam as estratégias, elas devem seguir alguns mandamentos:

1. Priorize a elaboração e execução de mudanças que melhorem a posição da empresa em longo prazo;

2. Elabore e execute a estratégia de forma clara e consistente, pois dará reputação e posição reconhecíveis à empresa;

3. Invista na criação de vantagem competitiva sustentável;

4. Construa uma vantagem competitiva e defenda-se para proteger a vantagem adquirida;

5. Não programe uma estratégia rígida e inflexível que deixe a empresa sem alternativas de manobra;

6. Não subestime as reações e as determinações das empresas rivais;

7. Ataque o ponto fraco da concorrência e não o ponto forte;


AMBIENTE ECONÔMICO EM 2019

Vamos analisar o que os principais economistas do país dizem a respeito do ambiente econômico e financeiro para 2019.

Fontes: Valor Econômico, Focus, FMI, BIRD, Secretaria de Planejamento da Presidência da República

- Inflação de 4,01% (previsão)

- PIB próximo a 2,5% (projeção)

- Taxa Selic (6,5%) estabilizada

- IPCA 3,94% caindo

De acordo com o Boletim Focus, os principais economistas em atuação no país pioraram suas projeções para 2019 sobre a Taxa de Crescimento dos Preços Administrados, a Dívida Líquida do Setor Público, o Investimento Direto no País e a Balança Comercial. Por outro lado, melhoraram suas projeções sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a Meta da Taxa Selic, o Valor do Dólar Comercial, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a Conta Corrente e o Resultado Nominal. Além disso, os analistas consultados mantiveram suas projeções anteriores sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a Produção Industrial e o Resultado Primário.

Após a definição da estratégia é necessário detalhar de que forma a estratégia será implementada. Uma forma de checar os objetivos propostos é respondendo algumas perguntas-chave:

- As estratégias estão claras para todos e são viáveis?

- São compatíveis com os recursos financeiros atuais e potenciais?

- Criam vantagens competitivas, potencializando as forças e neutralizando as fraquezas?

- Aproveitam oportunidades e minimizam ameaças?

- Respeitam e reforçam os princípios da empresa?

- Podem promover o compromisso das pessoas envolvidas?

- São criativas e inovadoras? E coerentes entre si?

Se as respostas foram positivas, as estratégias têm grande chance de levar a empresa ao sucesso. Caso contrário, é preciso reformular a estratégia da empresa.


Pontos de atenção no processo de planejamento


Recursos financeiros

A principal questão financeira está em adquirir esses recursos, pois é mais fácil transformar dinheiro em outros recursos empresariais do que fazer o caminho inverso. Na dúvida, é preferível manter os recursos sob a forma financeira do que sob outras formas. Além disso, os recursos financeiros têm sido importantes na implementação de estratégias de crescimento baseadas em aquisições e fusões, nas quais a disponibilidade financeira passa a ser fundamental e necessária. A inexistência de recursos líquidos pode inviabilizar a implantação de estratégias de aquisição, levando a perda de oportunidades.


Recursos humanos

São essenciais na estratégia da empresa, e devem ser cheios de conhecimento e habilidades que ajudem na tomada de decisões. A mão de obra deve ser vista como capaz de contribuir com sua criatividade para os processos de inovação na empresa e não só com sua capacidade de produção. Hoje, uma força de trabalho altamente qualificada é escassa e cara.

Por isso, é indicado a gestão de recursos humanos dar atenção especial aos colaboradores, pois somente com pessoas capacitadas é possível levar em frente uma estratégia.


Recursos tecnológicos e de inovação

Sem a tecnologia, nosso mundo praticamente não existiria. As tecnologias estão no centro de nossas vidas. Elas, normalmente, servem ao aumento da produtividade, reduzindo custos na produção de bens e no oferecimento de serviços. Entretanto, usar tecnologia não significa inovar. Inovar visa a criação de novos produtos, processos e serviços, uma boa estratégia busca investir nos dois.


Reputação

A reputação nada mais é do que a percepção que sua empresa gera nos clientes, fornecedores, concorrentes e funcionários.

Essa reputação se forma a partir de vários fatores combinados como produto, valores, postura gerencial,

atendimento, entre outros.

Portanto, na hora de planejar, mantenha o posicionamento que sua empresa já conquistou, só

mude o foco se for para melhorar. Existem alguns pontos que você deve sempre ter em mente.

- Menos é mais. Privilegie a objetividade, a elegância da comunicação e a clareza;

- É preciso ter sempre uma atitude realista em relação ao futuro do seu empreendimento;

- Os modismos baratos e o lugar comum devem ficar de fora de qualquer estratégia;

- Internamente, é essencial ter uma cultura de originalidade e respeito ao senso crítico. Esse sistema reciclará a empresa, ajudará a contornar obstáculos e atrairá profissionais melhores e mais exigentes.


Controle Estratégico

É um tipo especial de controle organizacional que se concentra no monitoramento e avaliação do processo de administração estratégica. Ele funciona em longo prazo e, geralmente, tem conteúdo genérico e sintético. O controle é importante, porque, por se tratarem de sistemas abertos, as empresas precisam manter suas atividades dentro dos parâmetros estabelecidos no planejamento.


O controle estratégico visa duas finalidades principais:

1. Correção de falhas ou erros existentes: o controle serve para detectar erros, seja no planejamento ou na execução, para aplicar as correções necessárias e resolver os problemas.


2. Prevenção de novas falhas ou erros: ao corrigir as falhas ou erros existentes, o controle aponta os meios necessários para evitá-los no futuro.

O controle é algo universal, consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade para um fim previamente determinado. A essência do controle reside em verificar se a unidade controlada está ou não alcançando os resultados planejados.


Fases do Controle Estratégico

1. Estabelecimento de padrões de desempenho

Os padrões representam o desempenho desejado e estão sempre relacionados com o resultado que se deseja alcançar.


Existem 4 tipos de padrões para avaliar e controlar os diferentes recursos da empresa:

a) Padrões de quantidade: número de empregados, volume de produção, volume de vendas, percentagem de rotação do estoque, índice de acidentes etc.


b) Padrões de qualidade: padrões de qualidade para a produção, funcionamento de máquinas e dos equipamentos, qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela empresa, assistência técnica etc.


c) Padrões de tempo: permanência média do empregado na empresa, tempos de produção, tempo de processamento dos pedidos dos clientes etc.


d) Padrões de custo: custo de estocagem das matérias-primas, custo do processamento de um pedido, custo de uma requisição de material, custo de uma ordem de serviço etc.


2. Avaliação do desempenho

Está relacionada as medidas adotadas para analisar e avaliar os processos e os resultados de uma organização. Para se controlar o desempenho é preciso, primeiro, ter uma base de comparação, normalmente conseguida a partir do histórico da empresa. Com essas informações em mãos, é possível comparar o desempenho da empresa com aquilo que foi planejado.

3. Comparação do desempenho com o padrão

A comparação do desempenho com o que foi planejado não busca, apenas, localizar os erros ou desvios, mas também prever resultados futuros. Não é possível modificar o que já foi feito, mas compreender o que passou pode ajudar a criar condições para que as operações futuras obtenham melhores resultados. A comparação geralmente é feita por meios de gráficos, relatórios, índices, percentagens, estatísticas etc.


4. Ação corretiva

O controle organizacional deve indicar quando o desempenho não está de acordo com o padrão estabelecido e qual a medida a adotar. O objetivo do controle é exatamente indicar quando, quanto, onde e como se deve executar a correção. A ação corretiva é tomada a partir dos dados quantitativos gerados nas três fases anteriores do processo de controle. As decisões quanto as correções a serem feitas representam a culminação do processo de controle.


Tipos de Controle Estratégico

Da mesma forma como existe uma hierarquia nas atividades de planejamento, há uma hierarquia de tipos de controle.

Conheça algumas formas de controle:

- Desempenho global da empresa: é usado para medir o desempenho de uma ou de todas as unidades da empresa ou ainda de projetos prioritários. Ele é usado quando o planejamento estratégico é aplicado em toda a empresa, quando é necessário controlar unidades com gestão descentralizada e quando a direção quer medir o esforço total da empresa


- Relatórios contábeis: constitui uma conclusão de todos os principais fatos da empresa, como volume de vendas, volume de produção etc. Com isso, a administração pode saber se a empresa está sendo bem ou mal sucedida em relação aos objetivos


- Controle de lucros e perdas: O demonstrativo apresenta uma visão resumida da posição do lucro ou da perda da empresa. Comparando os demonstrativos anteriores, é possível verificar variações e detectar áreas que necessitam de maior atenção por parte da administração.


- Controle pela análise de retorno sobre o investimento (RSI): Com a análise RSI, a empresa pode avaliar as diferentes linhas de produtos e verificar em que o capital está sendo mais eficientemente empregado, além de poder fazer uma aplicação balanceada do capital para alcançar um lucro global maior.

Balanced Scorecard - Recursos Financeiros

Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia de medição e gestão de desempenho. É um sistema que materializa a visão e o crescimento. O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa.

Esse objetivo é alcançado pelas seguintes ações:

- Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia – é necessário criar um consenso sobre o planejamento e seus objetivos;


- Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas - só há comprometimento quando as metas dos colaboradores estão alinhadas com os objetivos e expectativas dos gestores;


- Planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas - os gestores devem propor metas desafiantes para os funcionários, definir processos internos, planejar o desempenho financeiro e o crescimento;


- Melhorar o feedback e o aprendizado estratégico - permite monitorar continuamente a organização, visando quatro perspectivas: financeira, dos clientes, de processos internos e de aprendizagem e crescimento.

A correta aplicação implica uma série de benefícios, como integração de medidas financeiras e não financeiras, comunicação e feedback da estratégia, vínculo da estratégia com planejamento e orçamento, garantia de foco, alinhamento organizacional, entre outros.


Conclusão

Está claro que o sucesso de uma empresa depende do planejamento estratégico que ela está disposta a desenvolver. Uma infinidade de especialistas colocam, ainda, que sem uma boa estratégia uma empresa não consegue sequer sobreviver. Porém, não basta sair fazendo planos, colocando metas e objetivos em uma planilha e achar que, assim, o futuro e o sucesso da sua organização estão garantidos.


O planejamento recebe o nome de estratégico justamente por se tratar de um trabalho contínuo e sistemático, que envolve toda a empresa e contém informações detalhadas de todos os processos que devem ser seguidos, até o atingimento da meta ou objetivo. Depois de pronto, servirá para as tomadas de

decisões, como base para a medição de resultados e como caminho para o controle do desempenho.

Mas, não pense que, por se tratar de um trabalho denso e que precisa de dedicação para reunir informações corretas e precisas, funciona somente para grandes corporações.


Um bom planejamento estratégico pode ser feito desde a micro até as grandes empresas, com vários ou com poucos funcionários, dos mais diversos setores.

Ter um plano não tem relação com o tamanho e sim com aonde a empresa quer chegar. Na montagem do plano é importante lembrar-se das questões chaves: financeira, humana, tecnológica, de inovação e de reputação. Sem elas, nenhum plano fica completo. Tenha sempre em mente que tudo o que será feito precisa de um controle de desempenho, para saber se atingiu a meta total ou parcialmente e o que fazer para reparar os erros. Enfim, é montar uma estratégia e, se for preciso, voltar a sua antiga definição de planejar para enfrentar uma guerra. Nem que seja a guerra de mercado.


Referências:

Administradores.com

CERTO, Samuel C. & PETER, J. Paul. Administração Estratégica: Planejamento e Implantação da Estratégia. São Paulo: Makron Books, 1993.

Strategia.com.br

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração

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